6.1 A Política de Negociação tem por objetivo enunciar as diretrizes que regerão, de modo ordenado e dentro dos limites estabelecidos por lei, a negociação de Valores Mobiliários da Companhia, nos termos da Instrução CVM 358, como também preservar a transparência nas negociações.

6.2 Com vistas a assegurar adequados padrões de negociação com Valores Mobiliários e com valores mobiliários de emissão das Sociedades Controladas que sejam companhias abertas, a Companhia poderá optar por credenciar Corretoras Credenciadas para intermediarem, em caráter exclusivo, todas as negociações por parte da própria Companhia e das Pessoas Vinculadas com Valores Mobiliários. Nessa hipótese, a Companhia deverá notificar as Pessoas Vinculadas para que passem a utilizar em caráter exclusivo a relação indicada de Corretoras Credenciadas nas suas negociações com Valores Mobiliários. Adicionalmente, a relação das Corretoras Credenciadas, bem como quaisquer atualizações, deverá ser encaminhada à CVM.

6.3 A Companhia, as Sociedades Controladas e as Pessoas Vinculadas deverão abster-se de negociar com Valores Mobiliários em todos os períodos em que, por força de comunicação do Diretor de Relações com Investidores, haja determinação de não negociação (Black-out Period). O Diretor de Relações com Investidores não está obrigado a motivar a decisão de determinar o Black-out Period, que será tratada confidencialmente pelos seus destinatários.

6.4 As Pessoas Vinculadas deverão abster-se de negociar Valores Mobiliários:

6.4.1 antes da divulgação ao mercado de Ato ou Fato Relevante;

6.4.2 se existir a intenção de promover incorporação, cisão total ou parcial, fusão, transformação ou reorganização societária da Companhia; ou

6.4.3 em relação aos Acionistas Controladores e Administradores, sempre que estiver em curso a aquisição ou a alienação de ações de emissão da Companhia pela própria Companhia, Sociedades Controladas, Sociedades Coligadas ou outra sociedade sob controle comum, ou houver sido outorgada opção ou mandato para este fim;

6.4.4 no período de 15 (quinze) dias anteriores à divulgação das informações trimestrais (ITR) e anuais (DFP) da Companhia; ou

6.4.5 até a publicação de “Anúncio de Encerramento de Distribuição”, nos casos em que a Companhia e/ou seus acionistas estejam envolvidos em oferta pública de distribuição de Valores Mobiliários, decidida ou projetada, ressalvadas as exceções previstas da Instrução CVM 400, nos termos do seu artigo 48, inciso II.

6.5 Caso a Companhia venha a credenciar as Corretoras Credenciadas, elas serão instruídas pela Companhia a não registrarem operações das Pessoas Vinculadas no período a que se refere o item 6.4.4 acima.

6.6 A vedação de negociação com Valores Mobiliários antes da divulgação de Ato ou Fato Relevante também se aplicará:

6.6.1 a quaisquer pessoas que tenham conhecimento de informação referente a Ato ou Fato Relevante, sabendo que se trata de informação ainda não divulgada ao mercado, em especial aqueles que tenham relação comercial, profissional ou de confiança com a Companhia, inclusive auditores independentes, analistas de valores mobiliários, consultores e instituições integrantes do sistema de distribuição, aos quais compete verificar a respeito da divulgação da informação antes de negociar com Valores Mobiliários; e

6.6.2 aos Ex-Administradores que se afastarem da administração da Companhia antes da divulgação pública de Ato ou Fato Relevante relacionado a negócio ou fato surgido durante seu período de gestão, estendendo-se a vedação, neste caso, pelo prazo de 6 (seis) meses após o seu afastamento.

6.7 A vedação de negociação com Valores Mobiliários na hipótese prevista no item 6.4.1 acima não se aplica à aquisição de ações que se encontrem em tesouraria, através de negociação privada, em razão do exercício de opção de compra de acordo com plano de outorga de opção de compra de ações da Companhia aprovado em assembleia
geral, ou quando se tratar de outorga de ações a administradores, empregados ou prestadores de serviço como parte de remuneração previamente aprovada em assembleia geral.

6.8 Nas hipóteses de vedação previstas nos itens acima, mesmo após a divulgação do Ato ou Fato Relevante, continuará prevalecendo a proibição de negociação, caso esta possa – a juízo da Companhia – interferir nas condições dos negócios com Valores Mobiliários, de maneira a resultar em prejuízo à própria Companhia ou a seus
acionistas, devendo tal restrição adicional ser informada pelo Diretor de Relações com Investidores.

6.9 É ainda vedado aos órgãos competentes da Companhia deliberar sobre a aquisição ou a alienação de ações de emissão da Companhia: (i) caso tenha sido celebrado qualquer acordo ou contrato relativo à transferência do controle acionário da Companhia, ou se houver sido outorgado opção ou mandato para o mesmo fim; ou (ii)
se existir a intenção de promover incorporação, cisão, fusão, transformação ou reorganização societária envolvendo a Companhia, enquanto, em qualquer caso a respectiva operação não for divulgada por meio da publicação do Ato ou Fato Relevante.

6.10 Caso, após a aprovação de programa de recompra, advenha fato que se enquadre em qualquer das hipóteses acima, a Companhia suspenderá imediatamente as operações com Valores Mobiliários até a divulgação do respectivo Ato ou Fato Relevante.

6.11 As restrições à negociação nos períodos descritos nos itens 6.4.1 e 6.4.2 não se aplicam às Pessoas Vinculadas quando realizarem operações na forma de investimento de longo prazo (prazo mínimo de 12 meses), atendendo pelo menos a uma das seguintes características:

(i) subscrição ou compra de ações por força do exercício de opções concedidas na forma do plano de outorga de opção de compra de ações da Companhia;

(ii) execução, pela Companhia, das compras objeto de programa de recompra de ações para cancelamento ou manutenção em tesouraria;

(iii) aplicação da remuneração variável, recebida a título de participação no resultado, na aquisição de Valores Mobiliários; ou

(iv) execução, pelas Pessoas Vinculadas, de Programas Individuais de Investimento.

6.12 A restrição prevista no item 6.4.5 vigorará apenas nos dias em que a recompra estiver sendo efetivamente executada pela Companhia, de forma que, durante a vigência de programa de recompra, não haverá vedação nos dias em que a Companhia não esteja adquirindo Valores Mobiliários.

6.13 Plano Individual de Investimento

6.13.1 As Pessoas Vinculadas poderão formalizar Planos Individuais de Investimento para regular suas negociações com Valores Mobiliários.

6.13.2 Os Planos Individuais de Investimento poderão permitir a negociações de Valores Mobiliários nos períodos previstos nos itens 6.4.1 a 6.4.3, desde que:

(i) seja formalizado por escrito perante o Diretor de Relações com Investidores antes da realização de quaisquer negociações;

(ii) estabeleça, em caráter irrevogável e irretratável, as datas e os valores ou quantidades dos negócios a serem realizados pelos participantes; e

(iii) preveja prazo de, no mínimo, 6 (seis) meses para que o próprio Plano Individual de Investimento, suas eventuais modificações e cancelamento produzam efeitos.

6.13.3 Os Planos Individuais de Investimento poderão permitir a negociações de Valores Mobiliários no período previsto no item 6.4.4, desde que, além de observado o disposto no item 6.13.2:

(i) a Companhia tenha aprovado cronograma definindo datas específicas para divulgação dos formulários ITR e DFP;

(ii) o Plano Individual de Investimento estabeleça a obrigação de seus participantes reverterem à Companhia quaisquer perdas evitadas ou ganhos auferidos em negociações com Valores Mobiliários, decorrentes de eventual alteração nas datas de divulgação dos formulários ITR e DFP, apurados através de critérios razoáveis definidos no próprio Plano Individual de Investimento.

6.14 Para fins do disposto no item 6.13.2(i), o Plano Individual de Investimento deverá ser formalizado com 30 (trinta) dias de antecedência ao início das negociações.

6.14.1 Não prevalecerá a restrição de prazo acima referida para o primeiro Plano Individual de Investimento registrado após a entrada em vigor da presente Política.

6.15 Exceto em caso de força maior, devidamente justificada por escrito, os Valores Mobiliários adquiridos com base em Plano Individual de Investimento não poderão ser alienados antes de 90 (noventa) dias da data da aquisição.

6.16 Os participantes de Plano Individual de Investimento não poderão manter simultaneamente mais de um Plano Individual de Investimento.

6.17 O Conselho de Administração deverá verificar e acompanhar, em janeiro e dezembro de cada ano, a aderência das negociações realizadas pelos participantes aos Planos Individuais de Investimento por eles formalizados.

6.18 Sem prejuízo de opção por prazo maior conforme previsto no item 6.13.2(iii), a Companhia sugere que, sempre que possível, os Planos Individuais de Investimento tenham prazo de 6 (seis) meses e sejam formalizados em junho e dezembro de cada ano, para início de negociações em julho e janeiro, respectivamente, e sejam objeto de verificação pelo Conselho de Administração ao final de sua vigência, conforme previsto no item 6.17 acima.

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